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    Infiéis ao esplendor da Verdade
  A verdadeira frase de Dom Tissier!

 13 de julho de 2008

 

"Joseph Ratzinger — Bento XVI
Introdução ao Cristianismo
Preleções sobre o Símbolo Apostólico
Com um novo ensaio introdutório
São Paulo: Loyola, 2005, 268 páginas,
R$ 37,00 em média"

 

Citamos para começar um comentário favorável ao livro, do padre Mauro Negro, osj, que o apresenta e lembra o contexto:

"Neste texto o professor de Teologia fala de modo límpido, sem os típicos exageros de erudição e eloqüência, sobre o fato mais fundamental, na sua visão — o Cristianismo é uma adesão do ser humano ao Deus que não é idéia, mas Pessoa.

Ratzinger escreveu este livro em Tübingen em 1967, logo após o Concílio do qual foi um dos peritos teológicos e dois anos depois já estava na décima edição! Em 2000 o já cardeal Joseph Ratzinger refez alguns pontos do texto e compôs um novo prefácio que é na realidade um ensaio teológico, contextuando o texto quando original e sua reedição às portas do novo milênio.

Agora o livro é publicado em português e novas gerações de pessoas interessadas na Teologia e no diálogo desta com o mundo moderno têm uma fonte riquíssima de informações. O texto consta de três partes precedidas de uma introdução. Nesta são apresentados o ato de crer e formulação eclesial (da Igreja) da Fé. A primeira parte trata de Deus: do ponto de vista bíblico, filosófico, moderno e enquanto declaração trinitária. A segunda parte concentra-se em Jesus Cristo e sua ação como Filho de Deus e Senhor. A terceira parte é uma exposição dos pontos relativos ao Espírito Santo, sua compreensão e vivência na comunidade de Fé.

É um texto de ótima leitura, relativamente fácil e especialmente interessante. Vale o investimento."

 

Dom Tissier de Mallerais não comparte tal entusiasmo

http://www.remnantnewspaper.com/Archives/archive-2006-0430-tissier.htm

A frase “Bento XVI é pior do que Lutero, bem pior” citada sucessivamente pelos anônimos “padres de Campos”, e os sites dirigidos por leigos Veritatis Splendor e Montfort, não existe! É uma manipulação orquestrada e repetida que tenta fazer dizer o que nunca foi dito. Uma grave calúnia que deve ser reparada.

A semana passada o padre Antônio da Administração Apostólica de Dom Rifan repetia ainda a mesma mentira na 'radio cidade' de Varre-Sai (RJ), e generalizava a todos os bispos da FSSPX. É mais fácil assustar as ovelhas que informá-las, sobretudo depois do Congresso Eucarístico de Campos dos 28 e 29 de junho passados! [Visto que este último evento escandaloso está totalmente ocultado aos próprios fiéis de Campos, em breve informaremos um pouco os nossos leitores!]

Na entrevista ao "remnant" (em 2006), Dom Tissier fala explicitamente da doutrina defendida pelo padre Joseph Ratzinger enquanto teólogo, quando escrevia em 1968.

Explica que como teólogo, defendeu no livro “introdução ao cristianismo” uma doutrina contrária a doutrina católica da satisfação. E considera neste ponto que O ERRO (IT goes..., IT is worse...) defendido é pior do que o erro que defendia Lutero. E o explica.

Quem lerá a entrevista verá sem a menor dificuldade o que é formalmente considerado pior que Lutero. Não é agradável observar que essas posições doutrinais são reeditadas até hoje sem a menor retratação. Mas não justifica escolher a calúnia contra quem o lembra!

Observação suplementaria: Textos atuais do Papa Bento XVI deixam ainda hoje o católico que tem um mínimo de doutrina católica, muito perplexo. Leiam o texto da audiência geral do 25 de junho de 2008 sobre São Máximo. Encontrarão essa frase, pelo menos, "curiosa":

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2008/documents/hf_ben-xvi_aud_20080625_sp.html

"Adão (e nós mesmos somos Adão) pensava que o "não" fosse o ápice da liberdade. Só quem pode dizer "não" seria realmente livre; para realizar realmente a sua liberdade, o homem deve dizer "não" a Deus; só assim pensa que é finalmente ele mesmo, que alcançou o ápice da liberdade. Também a natureza humana de Cristo tinha esta tendência em si mesma, mas superou-a porque Jesus viu que o "não" não é o máximo da liberdade." (...) "E como Cristo unificou em si mesmo o ser humano, no homem o Criador unificou o cosmos. Ele mostrou-nos como unificar o cosmos na comunhão de Cristo, e assim alcançar realmente um mundo redimido. A esta poderosa visão salvífica refere-se um dos grandes teólogos do século XX, Hans Urs von Balthasar, que "relançando" a figura de Máximo define o seu pensamento com a icástica expressão de Kosmische Liturgie, "liturgia cósmica".

Não duvido que algum leigo teólogo da 'Veritatis Splendor' ou da 'Montfort' não tardará a encontrar o sentido católico ou até 'anti-modernista' deste texto dizendo-nos que o Papa não escreveu o que escreveu! Mas a primeira coisa que esperamos deles é que corrijam seus textos com falsas citações e falsas acusações conseqüentes a elas !!!

Viva a Verdade!

 

Entrevista: Trecho do original em inglês seguido da tradução em português

(...)

SH (Jornalista - Stephen Heiner): What more, My Lord?

HL (Dom Tissier de Mallerais): Well, for instance, that this Pope has professed heresies in the past! He has professed heresies! I do not know whether he still does.

SH: When you say “has professed,” do you mean he still does?

HL: No, but he has never retracted his errors.

SH: But My Lord, if he has not retracted them, does he not still retain them? Of what are you speaking? Can you be more specific? I must admit I am no theologian and I have not read any of his works. Was this when he was a cardinal?

HL: It was when he was a priest. When he was a theologian, he professed heresies, he published a book full of heresies.

SH: My Lord, I need you to be more specific, so we can examine the matter.

HL: Yes, sure. He has a book called Introduction to Christianity, it was in 1968. It is a book full of heresies. Especially the negation of the dogma of the Redemption.

SH: In what sense, My Lord?

HL: He says that Christ did not satisfy for our sins, did not – atone – He, Jesus Christ, on the Cross, did not make satisfaction for our sins. This book denies Christ’s atonement of sins.

SH: Ah, I’m not sure I understand…

HL: He denies the necessity of satisfaction.

SH: This sounds like Luther.

HL: No, it goes much further than Luther. Luther admits the sacrifice…the satisfaction of Christ. It is worse than Luther, much worse.

SH: My Lord, I must return to the beginning of this line of questioning: are you saying he is a heretic?

HL: No. But he has never retracted these statements.  26 jan     excluir Visita 

SH: My Lord, I must return to the beginning of this line of questioning: are you saying he is a heretic?

HL: No. But he has never retracted these statements.

SH: Well, then, what would you say, My Lord, that it was “suspicious,” “questionable,” “favoring heresy”?

HL: No, it is clear. I can quote him. He rejects “an extremely rudimentary presentation of the theology of satisfaction (seen as) a mechanism of an injured and reestablished right. It would be the manner with which the justice of God, infinitely offended, would have been reconciled anew by an infinite satisfaction…some texts of devotion seem to suggest that the Christian faith in the Cross understands God as a God whose inexorable justice required a human sacrifice, the sacrifice of his own Son. And we flee with horror from a justice, the dark anger of which removes any credibility from the message of love” (translated from the German version, pages 232-233).

TRADUÇÃO

SH - Stephen Heiner: O que mais, Excelência?

TM - Dom Tissier de Mallerais: Bem, por exemplo, que esse papa professou heresias no passado! Ele professou heresias! Eu não sei se ele ainda as professa.

SH: Quando Vossa Excelência diz que ele 'professou', quereis dizer que ele ainda as professa?

TM: Não, mas ele nunca retratou seus erros.

SH: Mas, Excelência, se ele não as retratou, isso significa que ele ainda as mantém, não? A que se refere Vossa Excelência? Podeis ser mais específico? Preciso admitir que não sou teólogo e que nunca li nenhuma das obras dele. Isso foi quando ele era cardeal?

TM: Foi quando ele era padre. Quando ele era teólogo, ele professou heresias, ele publicou um livro repleto de heresias.

SH: Excelência, preciso que sejais mais específico, para que possamos examinar a questão.

TM: Sim, claro. Ele tem um livro chamado Introdução ao Cristianismo, foi [escrito] em 1968. É um livro cheio de heresias. Especialmente a negação do dogma da Redenção.

SH: Em que sentido, Excelência?

TM: Ele diz que Cristo não satisfez por nossos pecados, não remiu [atone] – Ele, Jesus Cristo, na Cruz, não fez satisfação por nossos pecados. Esse livro nega a remissão dos pecados por Cristo.

SH: Ah, não estou certo de que eu esteja entendendo...

TM: Ele nega a necessidade da satisfação.

SH: Isso parece Lutero.

TM: Não, isso vai muito além de Lutero. Lutero admite o sacrifício... a satisfação de Cristo. Isso é pior que Lutero, muito pior.

SH: Excelência, preciso voltar ao início dessa linha de perguntas: estais dizendo que ele é um herege?

TM: Não. Mas ele nunca retratou essas declarações.

SH: Ora, então diríeis talvez, Excelência, que foi 'suspeito', 'questionável', 'favorecedor da heresia'?

TM: Não, ela é clara. Posso citá-lo. Ele rejeita "uma apresentação extremamente rudimentária da teologia da satisfação (vista como) um mecanismo de um direito lesado e restabelecido. Seria a maneira pela qual a justiça de Deus, infinitamente ofendida, teria sido reconciliada novamente por meio de uma satisfação infinita... alguns textos de devoção parecem sugerir que a fé cristã na Cruz entende Deus como um Deus cuja justiça inexorável exigiu um sacrifício humano, o sacrifício de seu próprio Filho. E nós fugimos horrorizados de uma tal justiça, cujo ódio sombrio tira toda credibilidade da mensagem do amor" (traduzido da versão alemã, pp. 232-233).

(...)