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Salve Maria Santíssima! Sem pecado concebida!
O Santo Rosário foi dado á Igreja por São Domingos que o recebeu da
Bem Aventurada Virgem Maria como um meio poderoso de converter os
albigenses e outros pecadores. São Domingos estava rezando em dura
penitência durante três dias e três noites pela conversão dos
albigenses, pedindo a misericórdia de Deus sobre eles. Devido ás
duras disciplinas que dilaceraram seu corpo, São Domingos caiu em
coma, foi nesta hora que Nossa Senhora apareceu-lhe, acompanhada de
três anjos, e lhe pediu que rezasse o Saltério Angélico.
São Domingos, iluminado pelo Espírito Santo e instruído pela
Santíssima Virgem, pregou o Santo Rosário até o fim de sua vida. Após
este período, o Santo Rosário começou á ser esquecido e foi então que,
em 1349. Deus puniu a Europa com uma das mais terríveis pestes.
Juntamente com a peste, teve também a heresia dos Flagelantes e um cisma
no ano de 1376.
Passadas as calamidades pela misericórdia de Deus, Nossa Senhora
pediu ao Bem-aventurado Alano de la Roche , padre dominicano do
Mosteiro de Dinán, na Bretanha, que reavivasse a Confraria do
Santíssimo Rosário. Nossa Senhora o escolheu porque, desde que a
Confraria tinha sido criada nesta província, era-lhe adequado que um
dominicano da mesma província tivesse a honra de restabelecê-lo.
Desde quando São Domingos estabeleceu a devoção ao Santo Rosário e o
Bem-aventurado Alano de la Roche o restabeleceu em 1460, ele foi
chamado de O Saltério de Jesus e Maria, devido ao fato de possuir o
mesmo número de saudações angélicas (Ave-Marias) como os 150 salmos
de Davi.
A palavra Rosário quer dizer “coroa de rosas”, ou seja, toda vez que
se reza o Santo Rosário de maneira devota, coloca-se uma coroa de
153 rosas vermelhas e dezesseis rosas brancas nas cabeças de Jesus e
Maria. A rosa é a rainha das flores e o Rosário, depois da Santa
Missa, é a melhor das devoções, pois é uma obra direta da Santíssima
Trindade e não foi feito através de um instrumento humano.
No Brasil temos um belo e heróico exemplo das graças e bênçãos
recebidas pela oração do Santo Rosário. Em 1964, católicos - homens
e mulheres - vão às ruas com o terço nas mãos pedir, pela
intercessão da Virgem Santíssima, para que o mal do comunismo se
afastasse de nosso país. “Com o rosário nada tememos”, eram os
dizeres das faixas que ajudaram a garantir a vitória frente à
maldição comunista. A vitória de Nossa Senhora.
Em 2007, uma época em que o relativismo e o modernismo tomam conta
de toda a sociedade e, desgraçadamente, invade também o interior da
Santa Igreja Católica. “Toda religião salva”, “Todos temos o mesmo
Deus”, “O que importa é o amor...” são algumas frases da
moda em nossos dias. No entanto, sabemos que as coisas não são
tão simples assim. Em um momento tão delicado e confuso, vemos a
todo o tempo nossos irmãos católicos, perdidos, sem fé,
desnorteados, como ovelhas sem pastor. E o pior de tudo, sendo
enganados e seduzidos pelos mais variados tipos de seitas
infiltradas em nosso país.
“Fora da Igreja não há salvação!” É o grito que a Tradição bi
milenar da Igreja sempre bradou aos quatro cantos e que hoje querem
a qualquer custo calar.
A história se repete. Como em 64, hoje mais do que nunca, precisamos
outra vez da ajuda de Maria, nossa santíssima Mãe, porém agora,
contra as malditas seitas e sua diabólica influência em toda a
sociedade. O que se chamava “Rosário Vivo”, agora é a “Cruzada do
Rosário”. Se todos fizerem a sua parte, conseguiremos, através da
comunhão dos santos, rezar um, dois, três, dez, vinte... dezenas de
rosários por dia, esperando que Cristo, Nosso Senhor, se compadeça e
pela intercessão de Nossa Senhora, acabe com todas as formas de
heresia propagadas pelas seitas, em especial, o protestantismo.
Jovens católicos do nosso século sejam firmes e, juntos vamos
combater o mal que vem matando as almas do povo brasileiro.
Exortamos a todos que participem da “Cruzada do Rosário” contra as
seitas e suas influências.
Confiantes em Cristo e na intercessão de Nossa Senhora.
História retirada do livro “O segredo do Rosário” de São
Luiz Maria Grignion de Montfort e adaptada. |