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O quarto livro de Moisés é chamado Números, porque
se inicia com a enumeração ou censo dos Israelitas segundo as suas
tribos, famílias e ofícios. Na realidade, porém, é a continuação da
história das perseguições por quase 39 anos do povo hebreu pelo deserto,
interrompida, - depois da chegada ao Sinai, - pela interpolação da
legislação hebraica, que ocupa a segunda metade do Êxodo e todo o
Levítico.
O livro pode dividir-se em três partes, correspondentes às
três regiões em que se desenrolam os fatos nele narrados:
I. - No Sinai: disposições para a partida (1, 1 -
10, 10). Censo e disposição das tribos no campo. Entremeio de leis.
Últimos acontecimentos que precedem a partida do Sinai.
II. - Viagem através do deserto (10, 11 - 21, 35).
Do Sinai até Cades. - Acampamento em Cades. - Os doze exploradores.
Revolta do povo, que é condenado a vagar errante pelo deserto - De Cades
ao Jordão.
III. - Nas margens orientais do Jordão (22, 1 - 36,
13). Acontecimentos e leis, na planície de Moab.
A duração de cada um desses períodos foi respectivamente de
20 dias, de 38 anos, e de 5 meses.
Nos Números não se encontra a narração completa
daquilo que aconteceu durante toda a peregrinação no deserto. São apenas
mencionados alguns fatos notáveis para o significado religioso, tais
como a serpente de bronze; a sedição de Coré, Datan e Abiron, e suas
consequências; os vaticínios de Balaão; a água brotada da rocha; fatos
que serviram aos Apóstolos, no Novo Testamento, para deduzirem
utilíssimas lições. (I Cor. 10, 1 - 11; Hebr. 3, 12 - 16; S. João 3, 14
- 15).
Leia um resumo da História do Povo Hebreu,
desde a Criação, em nossa seção História
da Igreja. |