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De São Judas

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Levítico

O terceiro livro de Moisés chama-se Levítico, porque trata principalmente dos deveres dos Levitas. Pode ser considerado como um Ritual.

As diversas leis nele contidas, embora não obedecendo a alguma ordem lógica, estão reunidas conforme a identidade do argumento em categorias distintas. Referem-se:

a) aos sacrifícios (1,1 – 7, 38);

b) aos ritos da consagração sacerdotal e levítica, e às normas que se devem observar na nova vida, inteiramente consagrada ao serviço divino (8, 1 – 10, 20);

c) à pureza legal e social, como se pode perdê-las e recuperá-las (11, 1 – 18, 30). Tal exposição é permeada (16, 1 – 34) pela descrição dos ritos a serem observados no grande dia da Expiação;

d) às relações com Deus e com o próximo (19);

e) às leis especiais sobre a santidade dos sacerdotes (20, 1 – 22, 33);

f) às leis relativas às festas e aos tempos sagrados principais (23, 1 – 25, 55); são intercaladas algumas disposições sobre as lâmpadas do Tabernáculo e sobre os pães da proposição (24, 1 – 9); a lei contra os blasfemadores (24, 10 – 16) e a lei de talião (24, 17 – 22).

Como conclusão, há um discurso parenético, onde se acham enumeradas as bênçãos reservadas por Deus aos cumpridores de suas leis, e as maldições que atingirão os seus transgressores (26, 1 – 45). À guisa de apêndice, encerram o livro as prescrições sobre os votos e os dízimos (27, 1 – 34).

Embora alguns episódios históricos sejam narrados no livro, que podem ser julgados como sanções exemplares por inobservância de algumas leis (cfr. 10, 1 – 7) ou como motivação para se promulgarem outras (cfr. 24, 10 – 23), o livro todo pode dividir-se em duas partes, tratando a PRIMEIRA dos sacrifícios a serem oferecidos a Deus, e as pessoas que devem cuidar disso (1, 1 – 10, 20); e a SEGUNDA, da pureza e santidade exigidas do povo eleito (11, 1 – 27, 34).

 

Leia um resumo da História do Povo Hebreu, desde a Criação, em nossa seção História da Igreja.

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