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Deuteronômio é um vocábulo grego e significa segunda lei, ou,
melhor: repetição da lei. Na verdade, este livro encerra quatro
discursos pronunciados por Moisés ao povo israelita para renovar,
transcorridos muitos anos, a promulgação da lei que lhe fora entregue
por Deus no deserto. Repete, portanto, os preceitos dos livros
antecedentes, particularmente do Êxodo e do Levítico,
acrescentando novas explicações e apostilas.
O Primeiro Discurso (1, 6 - 4, 40) é uma espécie de introdução geral e um epílogo
dos benefícios dispensados por Deus ao povo eleito no deserto.
O Segundo Discurso, que ocupa a parte mais considerável do livro (5, 1 - 26, 9),
é uma repetição, explicação e ampliação das leis divinas, com especial
referência àquelas que tinham um caráter estável e permanente.
O Terceiro Discurso (27, 1 - 28, 68) determina o modo e as circunstâncias com as
quais deve ser promulgada a sanção da lei.
O Quarto Discurso (29, 1 - 30, 20) é uma peroração de Moisés, o qual depois de
haver escolhido um sucessor (31, 1 - 34, 12), abençoa o povo de Israel.
Por fim, contemplando de longe a Terra da Promissão, morre na terra de
Moab e é aí sepultado.
O Deuteronômio pode ser considerado como o Evangelho do
Antigo Testamento. É o testamento que Moisés, à vigília da morte, deixa
ao povo Israelita, prestes a entrar na terra de Canaã.
Leia um resumo da História do Povo Hebreu,
desde a Criação, em nossa seção História
da Igreja. |