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Novo Testamento


Oração para antes da leitura

Introdução Geral

O Novo Testamento
Os Evangelhos
Segundo São Mateus
Segundo São Marcos
Segundo São Lucas
Segundo São João

Atos dos Apóstolos

São Paulo
As Epístolas de São Paulo
Aos Romanos
Primeira aos Coríntios
Segunda aos Coríntios
Aos Gálatas
Aos Efésios
Aos Filipenses
Aos Colossenses
Primeira aos Tessalonicenses
Segunda aos Tessalonicenses
Primeira a Timóteo
Segunda a Timóteo
A Tito
A Filémon
Aos Hebreus

Epístolas Católicas
De São Tiago
Primeira de São Pedro
Segunda de São Pedro
Primeira de São João
Segunda de São João
Terceira de São João
De São Judas

Apocalipse de São João

Introdução Geral

 

A palavra Bíblia é de origem grega e significa Livro, ou melhor: livros. Desde os primeiros tempos do cristianismo, este vocábulo, junto com os outros dois Escritura e Escrituras Sagradas, era usado para designar o conjunto dos livros que contêm a revelação divina. Aplica-se, pois, o nome de Bíblia ao volume que reúne a coleção desses livros e que representa o livro divino por excelência.

 

Antigo e Novo Testamento

A Bíblia divide-se - depois de Tertuliano - em duas grandes partes, chamadas Antigo e Novo Testamento. À primeira seção pertencem os livros escritos antes de Cristo; à segunda, os escritos depois.

O Antigo Testamento é a coleção dos livros sagrados que contêm a história da aliança contraída por Deus com Abraão e o seu povo, as condições e as leis desta aliança. Anuncia e prepara o advento do Redentor.

O Novo Testamento expõe a história da nova aliança contraída por Jesus Cristo com os homens e sancionada com o seu sangue, as principais condições e leis desta aliança.

Jesus Cristo, centro e objeto de toda a Bíblia, está entre os dois Testamentos.

 

Livros da Bíblia

Segundo o Concílio de Trento, os livros da Bíblia são setenta e três: 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo. Atendendo ao assunto e à forma, podem ser divididos em três classes: livros históricos, didáticos (isto é: doutrinais e morais) e proféticos.

 

É o seguinte o elenco dos 73 livros sagrados:

 

I - ANTIGO TESTAMENTO

a) livros históricos: 1º Gênesis; 2º Êxodo; 3º Levítico; 4º Números; 5º Deuteronômio; 6º Josué; 7º Juízes; 8º Rute; 9º Primeiro livro dos Reis; 10º Segundo livro dos Reis; 11º Terceiro livro dos Reis; 12º Quarto livro dos Reis; 13º Primeiro livro dos Paralipômenos; 14º Segundo livro dos Paralipômenos; 15º Esdras; 16º Neemias; 17º Tobias; 18º Judite; 19º Ester; 20º Primeiro livro dos Macabeus; 21º Segundo livro dos Macabeus.

b) livros didáticos: 22º Jó; 23º Salmos; 24º Provérbios; 25º Eclesiastes; 26º Cântico dos Cânticos; 27º Sabedoria; 28º Eclesiástico.

c) livros proféticos: Profetas Maiores: 29º Isaías; 30º Jeremias; 31º Lamentações de Jeremias; 32º Baruc; 33º Ezequiel; 34º Daniel. - Profetas Menores: 35º Oséias; 36º Joel; 37º Amós; 38º Abdias; 39º Jonas; 40º Miquéias; 41º Naum; 42º Habacuc; 43º Sofonias; 44º Ageu; 45º Zacarias; 46º Malaquias.

 

II - NOVO TESTAMENTO

a) livros históricos: 1º Evangelho de S. Mateus; 2º Evangelho de S. Marcos; 3º Evangelho de S. Lucas; 4º Evangelho de S. João; 5º Atos dos Apóstolos.

b) livros didáticos: Epístolas de S. Paulo: 6º Aos Romanos; 7º Primeira aos Coríntios; 8º Segunda aos Coríntios; 9º aos Gálatas; 10º aos Efésios; 11º aos Filipenses; 12º aos Colossenses; 13º Primeira aos Tessalonicenses; 14º Segunda aos Tessalonicenses; 15º Primeira a Timóteo; 16º Segunda a Timóteo; 17º a Tito; 18º a Filémon; 19º aos Hebreus; 20º Epístola de São Tiago; 21º Primeira Epístola de S. Pedro; 22º Segunda Epístola de S. Pedro; 23º Primeira Epístola de S. João; 24º Segunda Epístola de S. João; 25º Terceira Epístola de S. João; 26º Epístola de S. Judas.

c) livros proféticos: 27º Apocalipse.

 

O Cânon

A palavra cânon ou regra, na Sagrada Escritura, designa a coleção ou lista dos livros inspirados por Deus, reconhecida pela tradição e pela autoridade infalível da Igreja e proposta como regra de fé. Os livros que pertencem ao cânon são chamados canônicos.

Todos os livros do Velho e do Novo Testamento são inspirados; todavia nos primeiros séculos do cristianismo, numa ou noutra Igreja surgiram algumas dúvidas acerca da inspiração de alguns livros da Bíblia. As controvérsias, porém, não duraram muito, porquanto logo todas as Igrejas concordaram em admitir a inspiração divina para aqueles livros. A partir do século XVI chamaram-se deuterocanônicos os livros cuja inspiração fora temporariamente impugnada por alguma Igreja; os outros, em vez, foram denominados protocanônicos.

 

São considerados livros deuterocanônicos:

No Velho Testamento: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e a Epístola de Jeremias, os dois livros dos Macabeus e alguns fragmentos do livro de Ester (10, 4-16, 24) e do livro de Daniel (3, 24-90; 13, 1-14, 42).

No Novo Testamento: a Epístola aos Hebreus; a Epístola de S. Tiago; e segunda Epístola de S. Pedro; a Epístola de S. Judas, a segunda e terceira Epístolas de S. João, o Apocalipse e os fragmentos dos Evangelhos de S. Marcos, (16, 9-20), de S. Lucas (22, 43-44) e de S. João (7, 53-8, 11).

Para nós católicos, gozam de mesma autoridade tanto os livros protocanônicos quanto os deuterocanônicos, porque são todos igualmente inspirados; ao passo que os protestantes não consideram os deuterocanônicos como inspirados, e portanto apócrifos. Os católicos consideram apócrifos certos livros antigos, os quais, embora considerados como inspirados por algumas Igrejas particulares ou pelos hereges, não o foram tais pela Igreja Universal e foram rejeitados como livros errôneos, pueris ou perigosos, ou então considerados não canônicos, sem autoridade alguma ou de alguma autoridade meramente humana, ou apenas eclesiástica.

 

Da inspiração e da verdade da Sagrada Escritura

“O primeiro e maior cuidado de Leão XIII foi expor a doutrina relativa à verdade dos Livros Sagrados e defendê-la dos ataques contrários. Por isso em graves termos declarou que não há erro absolutamente nenhum quando o hagiógrafo falando de coisas físicas 'se atém ao que aparece aos sentidos' como escreveu o Angélico, exprimindo-se 'ou de modo metafórico, ou segundo o modo comum de falar usado naqueles tempos e usado ainda hoje em muitos casos na conversação ordinária mesmo pelos maiores sábios.' De fato 'não era intenção dos escritores sagrados, ou melhor - são palavras de santo Agostinho - do Espírito Santo que por eles falava, ensinar aos homens essas coisas - isto é, a íntima constituição do mundo visível - que nada importam para a salvação'. Esse princípio 'deverá aplicar-se às ciências afins, especialmente à história', isto é, refutando 'de modo semelhante os sofismas dos adversários' e defendendo das suas objeções a verdade histórica da Sagrada Escritura. Nem pode ser taxado de erro o escritor sagrado, 'se aos copistas escaparam algumas inexatidões na transcrição dos códices' ou 'se é incerto o verdadeiro sentido de algum passo'. Enfim é absolutamente vedado 'reduzir a inspiração unicamente a algumas partes da Sagrada Escritura ou conceder que o próprio escritor sagrado errou', pois que a divina inspiração 'de sua natureza não só exclui todo erro, mas exclui-o e repele-o com a mesma necessidade com que Deus, suma verdade, não pode ser autor de nenhum erro. Esta é a fé antiga e constante da Igreja'." (Pio XII, Divino Afflante Spiritu, 3)

 

A interpretação da Sagrada Escritura

Bem preparado com o conhecimento das línguas antigas e com os recursos da crítica, aplique-se o exegeta católico àquele que é o principal de todos os seus deveres: indagar e expor o sentido genuíno dos Livros Sagrados. Neste trabalho tenham os intérpretes bem presente que o seu maior cuidado deve ser distinguir claramente e precisar qual seja o sentido literal das palavras bíblicas. Procurem-no pois com toda a diligência, valendo-se da ciência das línguas, do exame do contexto, da comparação com passos semelhantes; coisas todas de que se costuma tirar partido na interpretação dos escritores profanos, para tirar a limpo o pensamento do autor. Mas os comentadores da Sagrada Escritura, tendo presente que se trata de um texto divinamente inspirado, cuja conservação e interpretação foram pelo mesmo Deus confiadas à Igreja, com não menor diligência, atenderão às explicações e declarações do magistério eclesiástico, bem como à exposição dos santos Padres e 'à analogia da fé', como nota sapientissimamente Leão XIII na Encíclica Providentissimus Deus. Guardem-se com particular cuidado de expor somente o que toca à história, à arqueologia, à filologia e outras matérias semelhantes - como com mágoa vemos que se faz em alguns comentários - mas, dadas oportunamente tais notícias enquanto podem servir à exegese, ponham em evidência sobretudo a doutrina teológica, dogmática ou moral, de cada livro ou texto. Desse modo a sua exposição não só aproveitará aos professores de teologia ao exporem e provarem os dogmas da fé, mas servirá também aos sacerdotes para a explicação da doutrina cristã ao povo, e será útil a todos os fiéis para viverem uma vida santa, digna de um verdadeiro cristão.

Tal interpretação prevalentemente teológica, como dissemos, será meio eficaz para fazer calar os que se queixam de não encontrar nos comentários bíblicos nada que eleve a mente a Deus, alimente a alma, fomente a vida interior, e por isso dizem que é preciso recorrer a uma interpretação que chamam espiritual e mística. Quão pouco justa seja essa acusação, prova-o a experiência de muitos que com frequente consideração e meditação da palavra de Deus têm santificado as suas almas e se têm inflamado no amor de Deus; provam-no claramente a constante prática da Igreja e os ensinamentos dos maiores doutores. Certamente que nem todo o sentido espiritual se pode excluir da Sagrada Escritura; pois que tudo o que foi dito e feito no Antigo Testamento, foi por Deus sapientissimamente ordenado e disposto de modo que as coisas passadas prefigurassem espiritualmente as futuras que deviam realizar-se no Novo Testamento da graça. Por isso o exegeta do mesmo modo como deve encontrar e expor o sentido literal das palavras que o hagiógrafo pretendia exprimir, assim também deve indagar o espiritual nos passos onde realmente conste que Deus o quis expressar. De fato este sentido espiritual só Deus o pode conhecer e revelar. Ora, indica-o e ensina-o o próprio Salvador nos evangelhos; e, seguindo o exemplo do divino Mestre, usam-no os apóstolos falando e escrevendo; aponta-o a constante tradição da Igreja; e, finalmente, o conhecido princípio: 'A lei de orar é a lei de crer'. Esse sentido espiritual por Deus pretendido e ordenado, descubram-no e exponham-no os exegetas católicos com a diligência que requer a dignidade da divina palavra; guardem-se, porém, escrupulosamente de apresentar como sentido genuíno da Sagrada Escritura outros valores figurativos das coisas. Pode sim ser útil, especialmente na pregação, ilustrar e persuadir as coisas da fé e da moral cristã com uso mais largo do sagrado texto em sentido figurado, contanto que se faça com moderação e sobriedade; mas é preciso não esquecer que tal uso da Sagrada Escritura lhe é como que extrínseco e adicional, e não deixa de ser perigoso; sobretudo em nossos dias, porque os fiéis, e nomeadamente as pessoas cultas nas ciências sagradas ou profanas, querem saber o que Deus disse nas Sagradas Escrituras, e não tanto o que um fecundo orador ou escritor usando com destreza as palavras da Bíblia, é capaz de nos dizer. "A palavra de Deus viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes, penetrante até dividir alma e espírito, articulações e medulas, capaz de destrinçar pensamentos e sentimentos do coração' não precisa de artifícios e adaptações humanas para mover e abalar os corações; as Sagradas Páginas escritas sob a inspiração do Espírito de Deus são de per si ricas de sentido próprio; dotadas de força divina, são poderosas por si mesmas; ornadas de supremo esplendor por si mesmas brilham e resplandecem, se o intérprete com uma explicação fiel e completa sabe desentranhar todos os tesouros de sabedoria e prudência que nelas estão encerrados.

Para isso conseguir poderá o exegeta católico auxiliar-se egregiamente do estudo inteligente dos escritos em que os santos Padres e doutores da Igreja e os ilustres intérpretes das épocas passadas comentaram os Livros Santos. Pois que eles, bem que talvez menos fornecidos de instrução profana e de ciência linguística do que os intérpretes dos nossos dias, contudo pelo lugar que Deus lhes deu na Igreja, distinguem-se por uma suave intuição das coisas celestes e por uma admirável perspicácia com que penetram até às mais íntimas profundidades da divina palavra e tiram à luz quanto pode servir para ilustrar a doutrina de Cristo e promover a santidade da vida. Verdadeiramente é pena que tão preciosos tesouros da antiguidade cristã sejam pouco conhecidos de muitos escritores do nosso tempo e que os cultores da história da exegese não tenham ainda feito tudo para aprofundar bem e apreciar devidamente uma coisa de tanta importância. Preza a Deus que muitos se deem diligentemente a explorar os autores e obras de interpretação católica da Escritura, e, extraindo as riquezas quase imensas nelas acumuladas, concorram eficazmente para que se veja melhor quão intimamente penetravam e quão bem explicaram os antigos a divina doutrina dos Livros Santos; e os intérpretes atuais tomem daí exemplo e aproveitem os preciosos materiais postos à sua disposição. Assim efetuar-se-á, finalmente, a feliz e fecunda combinação da doutrina e suave unção dos antigos com a mais vasta erudição e arte mais progredida dos modernos, a qual decerto produzirá novos frutos no campo nunca assaz cultivado das divinas Escrituras.” (Pio XII, Divino Afflante Spiritu, 15, 16 e 17)

 

A língua

Quase todos os livros do Velho Testamento foram escritos em hebraico, (exceto os livros da Sabedoria e o segundo livro dos Macabeus, escritos em grego).

O Novo Testamento, ao invés, foi escrito em grego, com exceção talvez do Evangelho de S. Mateus, que alguns sustentam tenha sido escrito em língua siro-caldaica e traduzido para o grego, possivelmente pelo próprio autor.

A literatura sagrada hebraica abrange um período de mais de 1.000 anos, e isso explica as numerosas transformações que ela apresenta. Podem-se distinguir três épocas da língua hebraica: primeiro período, desde Moisés até o reinado de Saul (1250-1010 a.C.); segundo período da fundação do reino até ao exílio de Babilônia (1.000-586 a.C.); terceiro período, do exílio até a era cristã (586 a.C. -1). O segundo período é considerado o da língua clássica, ao passo que, no primeiro assinalam-se numerosos arcaísmos e, no último, - época em que o hebraico torna-se uma língua morta e é usado somente nas escolas e na liturgia, - encontram-se acentuadas infiltrações dialetais aramaicas. A pronúncia tradicional do hebraico é conservada pelos Massoretas, os quais acrescentaram os sinais vocálicos às consoantes.

O grego do novo Testamento não é clássico, mas a língua popular espalhada por quase todo o mundo, a língua comum, a koiné diálektos, que foi-se formando após a conquista de Alexandre Magno até a fundação, por obra de seus sucessores, dos reinos helenizantes nos países situados na bacia do Mediterrâneo. A língua dos escritores neo-testamentários contém numerosos aramaísmos.

 

As Versões

Dentre as inúmeras Versões que a Sagrada Escritura teve nos séculos, destacam-se - pela sua antiguidade e autoridade - a tradução grega do Velho Testamento, cognominada Alexandrina devido à localidade na qual se acredita tenha tido origem, e a dos Setenta pelo suposto número de tradutores. Essa Versão - feita entre os anos de 250-150 a.C. - gozou desde o princípio de grande autoridade: foi usada pelos escritores do Novo Testamento, adotada pela Igreja primitiva, e diversos Santos Padres dos primeiros séculos consideraram-na inspirada.

A Igreja tem em grande apreço, dentre todas as Versões da Bíblia, aquela latina, conhecidíssima sob o nome de Vulgata, feita na sua quase totalidade por S. Jerônimo. Pelo Concílio de Trento, foi declarada autêntica "no sentido que ela deve ser chamada uma verdadeira fonte de revelação, em modo que não somente seja impossível dela derivar alguma doutrina falsa da fé ou alguma regra errônea de moral, mas também que positivamente ela exprime com fidelidade tudo aquilo que pertence à substância da palavra de Deus escrita".

 

Os sentidos da Sagrada Escritura

Por sentido da Sagrada Escritura entende-se tudo aquilo que o Espírito Santo quis fazer conhecer aos homens mediante os escritos dos hagiógrafos. Mas enquanto o homem não pode exprimir as coisas senão com palavras e sinais equivalentes, Deus pode dispor as coisas, os próprios acontecimentos e as próprias pessoas para exprimir uma determinada verdade. Resulta, pois, um dúplice sentido que é preciso ser considerado na Sagrada Escritura: o sentido literal ou histórico - que pode ser próprio ou metafórico - dado pelas palavras usadas no seu imediato significado, e o sentido típico ou espiritual, que é próprio de algumas pessoas, de algumas instituições, de alguns acontecimentos de que se trata na Bíblia, onde as pessoas, os fatos e as instituições são usados para exprimir pessoas, fatos e instituições de uma ordem mais elevada, ou seja a pessoa de Cristo e tudo aquilo que se refere à sua obra de Redenção. O sentido típico - que se deve admitir somente quando é afirmado pelo próprio Deus através dos hagiógrafos ou pela unânime tradição eclesiástica chegada até nós sob forma de ensino dogmático ou sob forma de manifestação litúrgica, - é sentido entendido por Deus e, como o literal, é palavra de Deus.

O sentido típico se divide em dogmático (impropriamente dito alegórico), quando aponta verdades para crer; moral ou tropológico, quando indica a prática a ser seguida; anagógico quando registra os bens eternos que devemos alcançar.

A esses dois sentidos, que são verdadeiros e próprios sentidos da Sagrada Escritura, os teólogos costumam acrescentar mais um: o sentido consequente, deduzido mediante simples raciocínios sobre as palavras da Sagrada Escritura, e a ele frequentemente se recorre no doutrinamento dogmático. Há também o sentido acomodatício, quando se aplicam as palavras da Sagrada Escritura a coisas diferentes daquelas entendidas pelo hagiógrafo. Seguindo o exemplo da Igreja, que usa muito o sentido acomodatício na sua liturgia, pode-se usá-lo com as devidas cautelas, e dentre estas a de se conservar às palavras o seu genuíno sentido.

Antigo Testamento


O Pentateuco

Gênesis
Êxodo
Levítico
Números
Deuteronômio

Livro de Josué
Livro dos Juízes
Livro de Rute
Os livros dos Reis
Livros dos Paralipômenos
Livros de Esdras
Livro de Tobias
Livro de Judite
Livro de Ester

Os livros Sapienciais
Livro de Jó
Os Salmos
Livro dos Provérbios
Livro do Eclesiastes
Cântico dos Cânticos de Salomão
Livro da Sabedoria
Eclesiástico

Os Profetas
Profecia de Isaías
Profecia de Jeremias
Lamentações de Jeremias
Profecia de Baruc
Profecia de Ezequiel
Profecia de Daniel

Os Profetas Menores
Profecia de Oséias
Profecia de Joel
Profecia de Amós
Profecia de Abdias
Profecia de Jonas
Profecia de Miquéias
Profecia de Naum
Profecia de Habacuc
Profecia de Sofonias
Profecia de Ageu
Profecia de Zacarias
Profecia de Malaquias

Os Livros dos Macabeus
Primeiro dos Macabeus
Segundo dos Macabeus