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Apresentação

Esta apresentação é baseada na própria, e adaptada, da edição número 7 - Fazer Política - dos "Cuadernos de La Reja", escrita pelo Rev. Pe. Dominique Lagneau. Estes "cuadernos" são organizados pelo Rev. Pe. Alvaro Calderón, professor de Teologia do Seminário Internacional Nossa Senhora Corredentora em La Reja, Argentina, da FSSPX. Por ser um texto de apresentação do tema, julgamos interessante basearmo-nos nele (com as devidas adaptações).

 

Fazer Política

Falamos com apreensão, pois o tema tratado nestas páginas não é o dos mais populares: a Política! Todos sabemos que, lamentavelmente, hoje em dia, a política tem má fama, já que soa corrupção, perversão, manobras, prudência da carne, etc.

Inclusive em nossos dias, são muito poucos os que se animam em imiscuir-se na política de maneira séria, ou seja, católica. A pessoa tem medo de sujar sua alma, e até de perdê-la.

Sem embargo, o que dizem os Papas?

Pio XI: "A caridade política é o grau mais alto da caridade ao próximo depois da pregação evangélica";

Pio XII: "Da forma dada à sociedade, depende a salvação ou a perdição do maior número de almas".

Palavras fortes que souberam encontrar eco na alma e nos atos concretos de nosso fundador, Dom Marcel Lefebvre, quando, depois de ter convidado os sacerdotes a uma cruzada sacerdotal, convidou os pais de família a uma cruzada política. Nós que tivemos a graça de escutar este chamado à Reconquista em 1979, guardamos uma recordação indelével destas palavras de um verdadeiro bispo católico: "Cruzada também dos chefes de família. Vós que sois chefes de família, tendes uma grave responsabilidade em vosso país. Vós não tendes o direito de deixar que vosso país seja invadido pelo socialismo e pelo comunismo. Vós deveis lutar no momento das eleições para ter governantes católicos, deputados católicos e por fim que a França volte a ser católica de novo. Isto não é fazer 'política', é fazer boa política, a política como a fizeram os santos, como a fizeram os Papas que se opuseram a Átila, como São Remígio que converteu Clovis, como Joana D'Arc que salvou a França do protestantismo".

Ficaria ainda uma objeção a responder. A objeção consiste em repreender os sacerdotes para que se ocupem da política (Claro que não falamos da falsa política, a da Teologia da Libertação, dos padres "terceiro-mundistas", senão da verdadeira, a católica).

A resposta é simples. Cabe, evidentemente, aos leigos atuar concretamente e com prudência na política. São o braço temporal. Mas cabe à Igreja, ao Magistério, aos sacerdotes, ensinar a doutrina segundo a qual os leigos têm que fazer política; e os grandes princípios com que fazê-la. Sem embargo, cabe aos sacerdotes dar o sopro sobrenatural que deve animar toda atividade humana, inclusive a política; de tal forma que o sacerdote estará sempre ao lado do Cavaleiro para dar-lhe as armas sacramentais: a confissão, a comunhão e a Santa Missa, coração da civilização cristã (não nos esqueçamos de que a realeza social de Nosso Senhor não pode prescindir da realeza "individual", ou seja, a realeza de Jesus sobre cada uma de nossas almas, de nossos corações. O esquecimento desse ponto poderia chegar a explicar o fracasso, no final, de vários ensaios de restauração "nacionalistas" em distintos países e em distintas épocas).

Queridos leitores:

Não nos esqueçamos, então, que "a desesperança, na política, é uma grande estupidez";

Não nos esqueçamos que "No final, Meu Coração Imaculado Triunfará";

Não nos esqueçamos que Deus é Deus.

 

Ave Maria Puríssima, Sem Pecado Concebida!

 

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E nós, jovens do MJCB, além do que foi escrito, o que podemos fazer?

A nossa parte!

 

Política não é somente eleger o melhor candidato (ou "o menos pior") na época da eleição. Política é também participar ativamente das discussões que estão em destaque, tanto em âmbito nacional, estadual quanto municipal!

Hoje, as cidades e as câmaras possuem uma página na Internet. Procuremo-nas! Lá estão listados os nomes, endereços de correio eletrônico e telefones dos nossos governantes, além dos projetos de lei e propostas de cada um deles.

Mandemos e-mails; façamos com que eles saibam a nossa opinião, pois somos os eleitores! Não alienemo-nos pensando que política é "tudo armado"; ou desiludindo-nos porque nascemos em um tempo de apostasia.

Mesmo que os resultados não apareçam, lembremo-nos, como escreveu o Rev. Pe. Lagneau, que Deus é Deus. Ele vê o nosso esforço. No apostolado, nem sempre se vê resultados: Deus pode usar de nossos esforços para fazer um bem maior. Onde está a nossa fé? A nossa esperança?

E claro, acima de tudo, rezemos, para que Cristo reine novamente!

 

MJCB


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