Principal      Apresentação      Amizade      Oração      Formação      Ação      Multimídia      Contato

Multimídia

Fotos

Papel de Parede
Humanidades


Esporte

Internet

Música

O Jovem de Caráter

Televisão
 

Cultura, moral e religião

A Sonata "Hammerklavier"

Música, história e teologia estão intimamente entrelaçadas porque existe apenas um Deus e todos os homens foram criados por Ele para irem a Ele. A História relata suas ações uns com os outros de acordo com irem a Ele ou não, enquanto que a música expressa a harmonia ou a desarmonia em suas almas enquanto dirigem sua história rumo a Ele ou não. A música de Beethoven (1770 - 1827), separada em três períodos, é uma clara ilustração disso.

Seu primeiro período tendo os trabalhos relativamente tranqüilos de seu magistral aprendizado com Mozart (1756-1791) e Haydn (1732-1809), corresponde aos últimos dias da Europa pré-Revolucionária. O Segundo Período, contendo a maioria dos trabalhos mais gloriosos e heróicos pelos quais Beethoven é melhor conhecido e amado, corresponde  à Revolução Francesa disseminando levantes e guerras através da Europa e além. O Terceiro Período, contendo obras-primas profundas mas algo emaranhadas, corresponde à tentativa da Europa, após o Congresso de Viena (concluído em 1815), de reconstruir a velha ordem pré-Revolucionária em fundamentos pós-Revolucionários - um emaranhamento, de fato.

Assim como a Terceira Sinfonia de Beethoven, a "Eroica" (1804), dando pela primeira vez plena expressão a seu humanismo heróico de um novo mundo, foi o trabalho pivô entre o Primeiro e Segundo Períodos; assim sua 29ª Sonata para piano, a "Hammerklavier" (1818), foi o trabalho pivô entre o Segundo e Terceiro Períodos. É uma peça imensa, nobre, distante, admirável, ainda que estranhamente inumana... O primeiro movimento abre com uma altissonante fanfarra que seria seguida por uma pletora de idéias na Exposição, um clímax feroz no Desenvolvimento, uma Recapitulação variada e uma novamente heróica Coda, tudo característico do Segundo Período, ainda que estivéssemos num mundo diferente: as harmonias são frias, para não dizer geladas, enquanto que a linha melódica raramente é morna ou lírica. O breve segundo movimento quase não é mais amigável: um semi-Scherzo esfaqueando, um semi-Trio troante. O terceiro movimento, o mais longo movimento lento de toda obra de Beethoven, é um lamento profundo e quase sem lenitivo, no qual os momentos de consolo apenas destacam o espírito predominantemente desesperado.

Uma introdução soturna é necessária para fazer a transição do último movimento da Sonata, em geral ligeiro e animador; mas neste caso rápida e bizarra: um tema principal áspero é castigado, desacelerado, virado de trás pra frente e de ponta cabeça em sucessivos e desajeitados episódios de uma fuga de três partes.  À amargura crua do movimento lento responde a energia crua em uma luta musical mais brutal que propriamente musical, com a exceção novamente de um breve interlúdio musical. Como no movimento do quarteto de cordas "Grosse Fuge", Bethoven está aqui antecipando a música moderna. "É magnífico", o General Francês pode ter dito, "mas não é música".                                                                       

O próprio Beethoven desceu de seu Monte Everest de sonatas para compor piano, em seus últimos dez anos, ainda mais algumas obras-primas, notadamente a Nona Sinfonia, mas todas elas são de alguma forma obscurecidas. A exultação desinibida do herói no Segundo Período está quase toda no passado. Foi como se apesar de Beethoven ter primeiramente gozado da velha ordem divinal e depois marchado para conquistar sua independência humana, enfim fosse levado a perguntar-se: Que significou tudo isso? Que significa fazer-se independente de Deus? Os horrores da "música" moderna são a resposta, antecipados na "Hammerklavier". Sem Deus, tanto a História como a Música morrem (Grifo feito por MJCB).

Kyrie Eleison.

Fonte: Dinoscopus

Música


Cultura, moral e religião
Dom Richard Williamson

Como funciona uma orquestra?
Retirado do site de uma orquestra

Bach e Pink Floyd
Pe. Bertrand Labouche, FSSPX


Movimento da Juventude Católica do Brasil
Capela Beato Padre Anchieta
Endereço: Rua Maurício Francisco Klabin, 223 -Vila Mariana, São Paulo/SP - CEP 04120-020
Tel:
(11) 3462 6223 ou (11) 7443 1376
Próximo ao Metrô Vila Mariana

ATENÇÃO: Devido à construção do Priorado, estamos temporariamente em novo endereço:
Rua Prof. Frontino Guimarães, 91 - Vila Mariana
E-mail:
mjcb.contato@yahoo.com.br