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Quem somos nós?

Apresentação Geral do MJCB

O nosso movimento é um grupo católico, cujo fim é formar num espírito de fé e na luz dos ensinos da Igreja católica os rapazes e as moças que o desejam, assim como ajudá-los a viver nesse espírito.

O Movimento admite no seu seio todo jovem que aceita lealmente participar nas suas atividades num verdadeiro espírito de reflexão e busca da verdade.

A equipe é a célula  básica do Movimento. A amizade, a confiança e a caridade são os seus primeiros princípios, que permitem um ambiente são, de aprofundamento.

A oração e os sacramentos nos dão a força para realizar o que não poderíamos fazer sozinhos. Nos permitem realizar a nossa vocação cristã de adorar, amar e servir a Deus.

A formação doutrinal é obtida pelo estudo, reflexão e aprofundamento tanto dos princípios naturais como das verdades sobrenaturais da fé, para viver sempre mais e melhor deles.

A nossa responsabilidade de cristãos nos compromete na vida toda, na família, na escola, na profissão e na sociedade civil, segundo os princípios da moral cristã e a doutrina social da Igreja.

 

“A juventude não é uma época da vida, senão um estado de espírito, um efeito da vontade, uma qualidade da imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre a timidez, do gosto pela aventura sobre o comodismo” (General Mac Arthur).

 

Os quatro pilares do MJCB 


A Amizade

 

Descoberta em um acampamento, ou por meio de um animador (responsável de equipe), vivida e aprofundada no seio de uma equipe, a amizade é o elo que une todos os membros do Movimento. Ela é aperfeiçoada pela caridade, e é vivida na alegria!

O nosso combate precisa ser combatido juntos: assim seremos mais fortes para afrontar as dificuldades comuns. Os acampamentos de verão e de inverno, os seminários, permitem manter essa amizade. 

“Quem tem encontrado um verdadeiro amigo, tem encontrado um tesouro”.

 

A Oração

 

É a alma de todo apostolado. A oração e os sacramentos nos dão a força para realizar o que não poderíamos fazer sozinhos. Nos permitem realizar a nossa vocação cristã de adorar, amar e servir a Deus. Sem uma sólida vida interior, a ação do apóstolo é vã. Primazia da contemplação sobre a ação.

“Contemplar, é comunicar a verdade contemplada aos outros.” Lema dos dominicanos.

 

“A oração é uma alavanca para levantar o mundo”.


 A Formação

 

Porque a inteligência do homem está feita pela Verdade, porque ninguém pode ser amado antes de ser conhecido, porque são as idéias que dirigem o mundo, e porque está tudo muito difícil ver claro atualmente, é indispensável uma sólida formação doutrinal. Essa é obtida pelo estudo, reflexão e aprofundamento tanto dos princípios naturais como das verdades sobrenaturais da fé.

“O estudo da Filosofia consiste, não em saber o que os homens têm pensado, mas o que é realmente”. (Santo Tomás de Aquino).

 

“Se formar para gostar da Verdade”.

A Ação

 

O Cristão é responsável. Como batizado, é filho de Deus e membro da Igreja de Jesus Cristo. Como confirmado é soldado de Cristo, encarregado da defesa da Fé. O Cristão não pode ficar indiferente ao que o rodeia: atua no seu ambiente familiar, escolar e profissional, fazendo o que Deus espera dele, nas circunstâncias nas quais o tem colocado a Providência. Não gemer senão atuar.

Como atuar? A necessidade da ação está fora de dúvida. No seu tempo, São Pio X já o afirmava: “Pouco importa, na verdade, de agitar sutilmente múltiplas questões e de dissertar com eloqüência sobre direitos e deveres, se tudo aquilo não desemboca na ação. A ação, isso é o que precisam os tempos presentes” (Encíclica E Supremi Apostolatus). A sua vez, Pio XII avisava: “O primeiro ponto a ser lembrado é a necessidade da ação. Toda atitude de aceitação passiva dos acontecimentos, de abandono do combate, toda forma de quietismo inerte tem que ser rejeitada”. A ação é necessária porque estamos conhecendo hoje um verdadeiro estado de emergência.

A sociedade está em crise (desintegração familiar, perda das referências tradicionais, violência, decadência da arte, etc.); a Igreja mesma não escapa da crise universal (perda da Fé, diminuição da prática religiosa, do número de vocações sacerdotais e religiosas, etc.).

Nesta situação, o mais grave é sem dúvida a perda da Fé já que, como disse Nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.” (Mc 16, 16). Então ecoa em nossas almas a palavra de São Paulo: “Como acreditaram se ninguém lhes predica?”. Batizados, temos recebido a fé como um tesouro. Crismados, nos tornamos aptos para professá-la. Em algo, então, somos responsáveis da salvação do nosso próximo. Mas, que fazer concretamente, e como fazê-lo?

A ação apostólica, e de maneira geral qualquer ação, deve consistir em traduzir em atos a caridade que está dentro de nós. Em efeito, como diz o Pe. Noble OP, “Toda ação procede de um amor. Não existe nenhuma ação que não esteja dirigida pelo desejo de algum bem, que esta mesma ação se propõe alcançar”. O motor da ação do Cristão é Deus. Deus presente na sua alma pela vida da graça (dada no batismo, recobrada e desenvolvida nos sacramentos). A ação será, pois, o fruto da Caridade: atuar como Deus o quer, pelo seu amor. Porque Deus quer provas do nosso amor: “Sou o Deus ciumento”, do modo que as obras são necessárias para a salvação: “É pelas obras que o homem é justificado, e não apenas pela fé (...). Assim como o corpo sem a alma é morto, da mesma maneira, a fé sem as obras é morta”. A ação aparece, pois, como o meio concreto de fazer reinar o amor de Deus em nós: em efeito, a aquisição das virtudes, pela repetição de atos bons, acrescenta a caridade, aprofunda a amizade com Deus. Pela pregação, pelo bom exemplo, pela comunhão dos santos, a ação constitui também um meio concreto de fazer reinar o amor de Deus no próximo.

Temos visto que o homem atua sempre em função de um certo bem que deseja. Mas para desejar esse é preciso conhecê-lo bem. Dali a importância da formação, da oração e dos sacramentos, numa só palavra, da vida contemplativa. A vida contemplativa, ou vida interior, consiste em olhar, admirar, e amar as maiores verdades, e em particular, Quem é a Verdade, o Autor de toda verdade e a Fonte de todo bem, Deus. Enquanto a ação nos dirige para as coisas exteriores (o mundo, nós mesmos, o próximo), a contemplação nos leva diretamente para “Aquele que é” (Ex. 3, 14), Deus, o Eterno, o Inefável. A contemplação é portanto mais perfeita do que a ação. Pela contemplação, tendemos em efeito a nos assemelhar a Deus Trindade: ao Pai, quem desde toda eternidade gera Deus Filho, pela contemplação de Si próprio e ao Pai, e ao Filho que pelo mútuo amor produzem o Espírito Santo. Temos também o exemplo da vida do próprio Jesus Cristo, que gastou 30 anos, de 33, na oração e no trabalho, e apenas 3 anos de vida apostólica, pregando e fazendo milagres. Pensemos também no exemplo de Marta e Maria, no Evangelho: esta última teve a “melhor parte”, que não será tirada dela. Enfim, a contemplação é uma antecipação do Céu, onde veremos Deus face a face.

A ação tem, pois, que ser praticamente subordinada à contemplação, nesse sentido que lhe é inferior por essência. Escola de virtudes, a vida ativa dispõe à vida contemplativa. São Gregório dizia: “quem quer ocupar a cidadela da contemplação tem que se exercitar no campo de batalha da ação”. Ação e contemplação são, pois, necessárias mutuamente. A união de ambas as vidas, é por isso excelente e fecunda. Produzem os grandes santos. Constitui o verdadeiro apostolado, segundo Santo Tomás. Pela contemplação, a alma se nutre; pela ação apostólica, a alma se dá.

A ação do MJCB se inspira de todos esses princípios, que são os da Igreja. Tendo um fim sobrenatural, o apostolado da juventude, utilizamos antes de tudo meios sobrenaturais (oração, sacramentos, penitência, ...). No entanto, não depreciamos os meios naturais, na medida em que se serve para buscar o fim sobrenatural (distribuição de folhetos, cartazes, campanhas de informação, vendas da nossa revista, ...). Nem temos de excluir certas ações mais especiais, contanto que estejam sendo feitas para a honra de Deus. A ação é, antes de tudo, um espírito que se encontra em todas as pequenas coisas do dia a dia, já que “quem for fiel nas pequenas coisas o será nas grandes”. A verdadeira ação deve sempre salvar dos escolhos: o ativismo e o “super sobrenaturalismo”. Saibamos conjugar harmoniosamente contemplação e ação, na fidelidade ao dever cotidiano, para a maior glória de Deus.