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   Pio XI, Carta Encíclica Divini Illius Magistri - Apresentação
  31 de dezembro de 1929, sobre a Educação Cristã da Juventude
 

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A EDUCAÇÃO CRISTÃ

 

A doutrina católica sobre a educação é desconhecida quando não é voluntariamente escondida e silenciada.

Nesta matéria sobressaem imediatamente as implicações com os princípios essenciais da Igreja. É evidentemente o caso para todas as matérias religiosas e cada afirmação da doutrina católica. Porem, não se vê sempre imediatamente a relação entre uma doutrina e a razão de ser da Igreja católica.

Quem sabe que unicamente a Igreja católica pode dizer que recebeu de Deus o poder de reger, ensinar e santificar, dificilmente pode imaginar que ela não deva ou não possa educar!

Os pais e educadores católicos que olham além dos bens e das virtudes naturais, dão-se conta da imprescindível ajuda materna da Igreja na missão da educação dos filhos e da juventude.

Como o observava o Papa Pio XI, e como o ensina a triste realidade atual, quando a educação rejeita essa ajuda necessária da Igreja, nem se alcançam as virtudes naturais! Sem a graça, o pecado original e suas conseqüências triunfam. E os ‘pequenos’ defeitos da infância passam a ser os problemas da adolescência e os dramas que surgem inevitavelmente depois.

Infelizmente, a partir dos anos sessenta, homens da Igreja iniciaram um “culto do homem” [1]. A Santa Igreja, que tem sem dúvida nenhuma uma sobreeminente ciência do homem, não tem nenhum culto do homem! As novas doutrinas sobre o homem, sua dignidade absoluta, e sobre a Igreja, nova eclesiologia que destrói seus poderes espirituais e temporais, tiveram logicamente conseqüências imediatas e desastrosas sobre toda a doutrina católica. Os efeitos sobre a tradicional obra educativa da Igreja foram catastróficos. Os princípios que a sustentavam foram desprezados ou excluídos. O novo cristão “adulto”, indiferente às influências do pecado original, não precisava mais humilhar-se e pedir: “afastai para longe de nós a peste do erro e do vício”. Mas hoje, muitos homens têm uma dolorosa ciência do erro e do vício, quando não é ainda um culto.

É hora então de lembrar a doutrina grande e vital da Igreja sobre a educação. Lembrar lendo e estudando a admirável encíclica de Pio XI sobre o tema, o que devem fazer o homem, os homens, e a Igreja, nesta grave matéria.

O fim próprio e imediato da educação cristã é cooperar com a graça divina na formação do verdadeiro e perfeito cristão, isto é, formar o mesmo Cristo nos regenerados pelo Batismo, segundo a viva expressão do Apóstolo: «Meus filhinhos, a quem eu trago no meu coração até que seja formado em vós Cristo» Pio XI, na encíclica Divini illius magistri. [2] [3]

 

[1] “Vós, humanistas do nosso tempo, que negais as verdades transcendentes, dai ao Concílio ao menos este louvor e reconhecei este nosso humanismo novo: também nós —  e nós mais do que ninguém somos cultores do homem.” Papa Paulo VI, na última sessão pública do Concílio Vaticano II, 7 de Dezembro de 1965.

[2] Plano da Encíclica

[3]A Encíclica Divini illius magistri

 

Padre Joel Danjou

 

 

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